O Espaço Digital oferece aos visitantes óculos de realidade virtual que simulam um passeio de balão pelo Cerrado e pela Serra Azul. Outro recurso tecnológico do espaço é o Tamandú, mascote do museu, que interage de maneira educativa com os visitantes. Há ainda outros quatro totens que permitem, com a função de visão raio-x, explorar as estruturas ósseas e anatômicas de cada um dos animais, como se estivesse visualizando uma radiografia tridimensional de seus corpos. O espaço foi inaugurado em 2024 e tem o objetivo de apresentar o conhecimento de forma lúdica e proporcionar uma experiência única de interatividade aos visitantes.
Exposição
A Trilha Xavante é nome da Exposição Etnográfica do MuHNA iniciada em 2024 quando foram recebidas as peças doadas pelos indígenas Xavante ao museu. Ela é resultado de ações como a expedição científica também chamada Trilhas Originárias e a Cartilha Intercultural Multimídia Aves do MuHNA.
Dentre as peças presentes no acervo do museu ainda em construção estão presentes quatro flechas e um arco, duas bordunas, e uma gravata. Esses itens foram doados ao museu pelos indígenas Timoteo Tseretsu Tsirobo, todos feitos de maneira artesanal.
Os anciões passam para as gerações mais novas a arte de fabricação desses artefatos, com o propósito de preservar a memória cultural do povo Xavante. Os materiais usados na fabricação desses itens são orgânicos, produzidos a partir de sementes, penas, fibras, resinas e algodão.
A Sala dos Sentidos é um ambiente montado com espécimes de animais taxidermizados, peles, frutos e sementes do Cerrado, e reprodução de sons de animais que estimula a percepção por meio do tato, olfato e audição para identificar o que os sentidos podem oferecer, promovendo inclusão e acessibilidade.
O Auditório do MuUNA tem capacidade para 50 pessoas. O espaço busca oferecer à comunidade universitária e local um espaço de divulgação científica, com apresentação de documentários em 3D, aulas, apresentações de monografia, rodas de conversas e debates. O espaço conta ainda com lousa digital, como recurso tecnológico, utilizado durante as oficinas, por exemplo.
O MuHNA destaca-se, no estado de Mato Grosso, por inovar na comunicação museológica ao trazer ferramentas digitais para promover popularização e divulgação científicas, diferente da maioria dos museus tradicionais brasileiros. Desde a abertura, pesquisadores de várias áreas, liderados pela visão futurista de Márcia Pascotto, reuniram esforços para viabilizar coleções científicas e angariar recursos federais, estaduais e municipais. Mais de dois milhões já foram conquistados.